Prefeitura de SJB apresenta LDO 2026 na Câmara de SJB

Prefeitura de SJB apresenta LDO 2026 na Câmara de SJB

Secretário de Fazenda do município, Aristeu Netto apresentou os principais pontos e esclareceu dúvidas de vereadores e da população em geral sobre as diretrizes orçamentárias.

A Prefeitura de São João da Barra apresentou nesta terça-feira, 20, em audiência pública na Câmara Municipal, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2026.

No encontro, o secretário municipal de Fazenda, Aristeu Netto, abordou o cenário do município e explanou sobre o modelo orçamentário brasileiro, definido pela Constituição Federal.

O encontro contou com a participação da população, que pôde apresentar propostas e esclarecer dúvidas. O Legislativo abriu, ainda, um prazo de 10 dias para apresentação de emendas à LDO, que deve ser votada no próximo mês.

Netto explicou que o modelo orçamentário do país é composto por três instrumentos: o Plano Plurianual (PPA), com vigência de quatro anos; a LDO e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

O momento foi para discutir a LDO, que conta com uma estimativa de receitas primárias na faixa de R$ 903 milhões. Embora, cabe ressaltar, esse valor ainda não seja o do orçamento municipal para o próximo ano, cálculo que é composto por outras variantes.

— A LDO, em si, não trata do programa de execução. Ela vai nortear a elaboração do orçamento no que tange a estimativa de arrecadação. Daqui a pouco vamos tratar do PPA, que vai chegar junto com a LOA. São duas peças orçamentárias fundamentais que vão mostrar o que o município está planejando para os próximos anos. A questão do atendimento da demanda de um hospital, por exemplo, é uma preocupação da prefeita Carla Caputi, que, seguramente, vai constar no PPA — afirmou Neto, ao ser questionado sobre a alocação de recursos para a obra.

 

O atual PPA (2021/2025) expira neste ano, e um novo planejamento a médio prazo será apresentado, o PPA (2026/2029), assim como a LOA 2026.

Os projetos serão enviados pela Prefeitura à Câmara no segundo semestre, conforme prevê a legislação vigente, e também serão debatidos em audiências públicas.

Aristeu ressaltou a importância da participação popular nessas discussões e destacou, também, a complexidade dos cálculos de estimativa das receitas do poder público.

— Orçamento não é uma peça estática, é mutável. Estamos aqui debatendo uma previsão para 2026. Nosso município tem uma margem de arrecadação de royalties ainda muito significativa, e a gente sabe que os royalties são afetados por muitas variantes, como o valor do dólar, o preço do barril e a produção do petróleo.

É um desafio grande a gente trazer uma proposta e trabalhar para que ela possa acontecer.

sjb24h