Sem Castro, Governo do Rio é comandado pelo presidente do TJ
O Rio de Janeiro passou a ter um novo governador temporário desde essa quinta-feira (29). Com a viagem internacional do governador Cláudio Castro (PL) à Europa, o comando do Executivo estadual está sob responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Ricardo Couto.
A mudança ocorre em meio a um esvaziamento da linha sucessória do estado. O cargo de vice-governador está vago desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Já o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), segundo na linha sucessória, está afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Inicialmente, chegou a ser discutida a possibilidade de o presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli, assumir o governo durante a ausência de Couto, que também tinha viagem prevista ao exterior.
O acordo, porém, foi desfeito após especialistas apontarem falta de respaldo legal. Diante disso, o presidente do TJ adiou sua viagem e assumiu interinamente o Palácio Guanabara.
Segundo o Tribunal de Justiça, Couto permanecerá no cargo até o retorno de Cláudio Castro, previsto para o dia 7 de fevereiro, enquanto o governador cumpre agenda oficial na Dinamarca, Itália e Inglaterra em busca de parcerias e investimentos nas áreas de meio ambiente, energia, segurança pública e inovação tecnológica.
Além deste período, Ricardo Couto poderá voltar a assumir o governo em abril, quando Cláudio Castro deverá se afastar do cargo para disputar uma vaga no Senado.
Caso isso se confirme, a Constituição estadual determina que o presidente do Tribunal de Justiça convoque, em até 30 dias, uma eleição indireta a ser realizada pela Assembleia Legislativa.
O governador escolhido de forma indireta terá um mandato-tampão, permanecendo no cargo apenas até o fim do ano. Em janeiro do próximo ano, assume o governador eleito pelo voto direto nas eleições de outubro.
