Rota do Açu: concessão da BR-356 prevê R$ 2,1 bilhões em investimentos
A concessão da Rota do Açu, trecho da BR-356 entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, está incluída na carteira de projetos rodoviários do Ministério dos Transportes para 2027.
A proposta prevê R$ 2,1 bilhões em investimentos para melhorias ao longo dos 306,33 quilômetros da rodovia, entre Muriaé, na Zona da Mata mineira, e São João da Barra, no Norte Fluminense.
De acordo com o cronograma divulgado pela Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário, o edital de licitação tem publicação prevista para setembro de 2027, enquanto o leilão deverá ocorrer em dezembro do mesmo ano.
A rodovia é considerada estratégica para o transporte da produção agrícola do Noroeste Fluminense e para a conexão com o Porto do Açu, em São João da Barra.
A concessão busca contribuir para a melhoria da infraestrutura logística, favorecendo a competitividade e o desenvolvimento econômico das regiões atendidas. A estimativa apresentada para o projeto é de geração de 30.426 empregos diretos e indiretos.
Obras e melhorias previstas
O projeto contempla um conjunto de intervenções para aprimorar as condições de circulação e segurança viária. Entre as medidas estão a melhoria de 224 quilômetros de acostamentos, a adequação de 41 travessias em nível e seis correções de traçado, além da implantação de iluminação em 46,55 quilômetros da rodovia.
Também estão previstas 12 passagens de fauna e a instalação de cinco pórticos.
Na avaliação financeira do empreendimento, o projeto estima R$ 920 milhões em Valor Presente Líquido (VPL) relacionado aos investimentos em obras. O montante corresponde a cerca de 43,8% do total de R$ 2,1 bilhões previsto para as intervenções.
Os custos operacionais estimados ao longo da concessão somam R$ 1,95 bilhão. A modelagem também apresenta outro indicador de VPL, no valor de R$ 210 milhões, cuja metodologia de cálculo requer esclarecimentos adicionais.
Modelo financeiro e concessão
A estrutura financeira considera uma taxa de desconto de 11,07%, calculada com base no custo médio ponderado de capital (WACC, na sigla em inglês). Para a tarifa quilométrica média, a referência apresentada é de R$ 0,173 por quilômetro em pista simples, o equivalente a R$ 17,30 em um percurso de 100 quilômetros, antes de eventuais ajustes previstos no modelo tarifário.
O projeto estabelece ainda capital social mínimo de R$ 75 milhões para a Sociedade de Propósito Específico (SPE), empresa que deverá ser constituída pela vencedora do leilão para administrar a concessão.
A inclusão da Rota do Açu na carteira prevista para 2027 coloca em pauta uma ligação rodoviária relevante para a integração entre Minas Gerais e o Norte Fluminense, especialmente pela conexão com o Porto do Açu e sua importância para o transporte de cargas.
Fonte: Diário do Comércio.
