SJB e outros municípios da região recebem royalties em queda

SJB e outros municípios da região recebem royalties em queda

A queda nos repasses dos royalties do petróleo voltou a acender o sinal de alerta nos municípios produtores do Norte Fluminense, com São João da Barra aparecendo em primeiro plano entre os mais impactados.

Os valores creditados nesta quinta-feira (22), referentes à arrecadação de janeiro, confirmam um cenário de retração diretamente associado à forte redução da produção no Campo de Roncador, na Bacia de Campos.

Outro fator apontado é o preço do petróleo. Em novembro, o barril do tipo Brent, usado como referência para o cálculo dos royalties, foi negociado a um valor menor do que no mês anterior. Quando o preço internacional cai, o impacto é sentido diretamente nos repasses feitos aos municípios.

Em São João da Barra, o repasse será de R$ 10,6 milhões, contra R$ 12,2 milhões recebidos em dezembro, o que representa uma queda expressiva de 12,9%, uma das maiores retrações do período.

O município, que tem participação relevante na confrontação do campo, sente de forma direta os efeitos da instabilidade operacional e da diminuição dos volumes produzidos em Roncador.

O cenário negativo também se reflete em outros municípios da região. Campos dos Goytacazes, outro grande beneficiário dos royalties da Bacia de Campos, receberá R$ 32,6 milhões, abaixo dos R$ 35,7 milhões do mês anterior, uma redução de 8,7%.

Já São Francisco de Itabapoana terá crédito de R$ 2,6 milhões, frente aos R$ 3,1 milhões de dezembro, acumulando a maior queda proporcional entre os municípios citados: 16,6%.

Em Quissamã, os royalties somam R$ 7,6 milhões, ante R$ 8,6 milhões no mês passado, o que significa uma retração de 12,3%.

Macaé, principal polo operacional da indústria do petróleo na região, também registra queda significativa: o município receberá R$ 57,7 milhões, contra R$ 65,2 milhões em dezembro, uma diminuição de 11,4%.

O impacto ocorre, segundo especialistas, em um momento de contraste no cenário nacional: enquanto o Brasil registra recordes de produção puxados pelo pré-sal, campos maduros da Bacia de Campos, como Roncador, atravessam um período de instabilidade, com reflexos imediatos na arrecadação de royalties e na Participação Especial, que pode, inclusive, vir zerada em fevereiro.

Para São João da Barra e os demais municípios produtores, o quadro, segundo especialistas, impõe cautela no planejamento financeiro do primeiro trimestre, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo dos boletins da ANP e de preparação para um cenário de menor arrecadação no curto prazo.

sjb24h