Justiça cita quadro de depressão e transtorno ao soltar mãe que agrediu bebê no Açu

Justiça cita quadro de depressão e transtorno ao soltar mãe que agrediu bebê no Açu

A decisão da Justiça que concedeu liberdade provisória à mulher presa por agredir o próprio filho, um bebê de apenas cinco meses, em São João da Barra, aponta um quadro de depressão e outro transtorno psicológico como um dos fundamentos para a concessão da medida, segundo noticiado pela Band.

Apesar disso, não foi determinado na decisão qualquer tipo de internação, limitando-se à imposição de medidas cautelares, como o acompanhamento psicossocial.

A moradora do Açu, de 27 anos, foi presa no último domingo (7) após gravar vídeos em que aparece agredindo o bebê e fazendo ameaças contra a criança.

De acordo com as investigações, as imagens foram enviadas ao pai do menino e provocaram forte comoção em SJB e em toda a região.

O SJB24h optou, por prudência, em não divulgar o nome e a imagem da mulher, pois entende que por meio dela estaria tornando a criança facilmente identificável, o que pode contrariar o objetivo de proteção previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Mesmo sendo colocada em liberdade, o juiz Samuel de Lemos Pereira determinou que a mulher deverá cumprir uma série de medidas determinadas pela Justiça.

Entre elas, comparecer a cada dois meses ao Juizado Criminal de SJB, não se ausentar do município por mais de 15 dias sem autorização e manter o endereço sempre atualizado.

Como forma de proteção às crianças, a decisão também determina que ela permaneça afastada do local onde morava com os filhos, mantenha distância mínima de 100 metros das vítimas por dois meses, não realize qualquer contato ou visitas.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi presa após denúncia anônima encaminhada ao Conselho Tutelar. Nas gravações, ela aparece desferindo tapas e apertões no rosto do bebê, supostamente para pressionar o ex-companheiro em relação ao pagamento de pensão alimentícia.

As imagens também registrariam ameaças direcionadas ao outro filho da investigada, de 1 ano e 11 meses.

O bebê de cinco meses foi acolhido institucionalmente pelo Conselho Tutelar, enquanto a outra criança permaneceu sob os cuidados do pai, que não é o mesmo do bebê de cinco meses.

O caso segue sendo investigado, e a mulher responderá, inicialmente, pelos crimes de lesão corporal e ameaça.

sjb24h