Professor da Uenf desenvolve rota inovadora que pode reduzir viagem a Marte para sete meses

Professor da Uenf desenvolve rota inovadora que pode reduzir viagem a Marte para sete meses

O professor e pesquisador Marcelo de Oliveira Souza, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), em Campos dos Goytacazes, é o responsável por um estudo que pode representar um avanço significativo na exploração espacial.

Ele desenvolveu uma nova proposta de trajetória para missões a Marte capaz de reduzir o tempo de viagem para cerca de sete meses — até três vezes mais rápido que os modelos atualmente utilizados.

A pesquisa tem como base o estudo de trajetórias de asteroides próximos à Terra e ao planeta vermelho, aliado ao uso de inteligência artificial para simulações mais precisas.

Segundo o próprio pesquisador, a ideia começou anos atrás, mas só recentemente pôde ser aprofundada com o apoio de novas tecnologias..

“Eu não trabalho em agência espacial. Sou professor aqui na Uenf, em Campos dos Goytacazes, e consegui um resultado novo que permite uma viagem mais rápida para Marte, usando como base a trajetória de um asteroide”, destacou Marcelo.

De acordo com os cálculos apresentados, o tempo total de uma missão, que hoje pode levar de dois a três anos, poderia ser reduzido para um intervalo entre 153 e 226 dias, tornando o projeto mais viável com a tecnologia atual.

Em nota nas redes sociais, a Uenf celebrou a descoberta e destacou que o trabalho do docente do Laboratório de Ciências Físicas (LCFIS/CCT) coloca a universidade no centro das discussões sobre o futuro da exploração interplanetária.

A instituição também ressaltou que a trajetória do professor reforça a produção científica de alto nível desenvolvida no interior do estado, com impacto global.

Além do reconhecimento acadêmico, Marcelo de Oliveira Souza também é conhecido pela atuação em projetos ambientais e científicos na região Norte Fluminense, com destaque para iniciativas desenvolvidas na Reserva Caruara, em São João da Barra, aproximando a ciência da comunidade local.

O estudo, que será publicado em revista científica internacional, abre caminho para novas possibilidades na exploração espacial e consolida o protagonismo da ciência brasileira no cenário internacional.

sjb24h