Rodrigo Bacellar volta a ser preso pela PF; ele estava em Teresópolis
O deputado estadual cassado Rodrigo Bacellar foi preso na manhã desta sexta-feira (27) em sua residência, em Teresópolis, durante uma operação da Polícia Federal.
A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que expediu mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão. Após a detenção, ele foi encaminhado para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro.
A prisão faz parte da terceira fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas com possível impacto em apurações contra o crime organizado.
As suspeitas apontam que esses vazamentos teriam atrapalhado investigações da própria Polícia Federal, incluindo desdobramentos da Operação Zargun, deflagrada em 2025.
De acordo com a PF, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro é investigado por obstrução de Justiça, já que o compartilhamento indevido de dados sigilosos teria beneficiado investigados ligados a organizações criminosas.
A corporação informou ainda que, após os procedimentos de praxe, Bacellar será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
A operação desta sexta-feira também está inserida no contexto da decisão do STF no julgamento da chamada ADPF 635, que determinou uma série de medidas para o combate ao crime organizado no estado, incluindo a atuação da Polícia Federal na investigação de grupos criminosos e suas conexões com agentes públicos.
Esta não é a primeira vez que Bacellar é alvo de ações policiais. Ele já havia sido preso em dezembro do ano passado, em uma investigação que apurava o vazamento de informações relacionadas a uma operação contra a facção Comando Vermelho.
Além disso, nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a cassação de seu mandato, no âmbito das investigações sobre o chamado escândalo da Ceperj.
O caso também envolveu o ex-governador Cláudio Castro, que acabou ficando inelegível após decisão da Justiça Eleitoral.
A defesa de Bacellar se proncunciou com a seguinte nota, assinada por Daniel Bialski e Roberto Podval:
“A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”.
*Com informações do G1
