Vast renova contrato com a Petronas e amplia parceria no Porto do Açu até 2027

Vast renova contrato com a Petronas e amplia parceria no Porto do Açu até 2027

A Vast Infraestrutura anunciou, nesta quarta-feira, 15, a renovação do contrato de transbordo de petróleo com a Petronas Brasil até o fim de 2027.

As operações são realizadas no Terminal de Petróleo (T-Oil), localizado no Porto do Açu, em São João da Barra, consolidando a parceria iniciada entre as empresas em 2023.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), reunidos pela companhia, o T-Oil realizou 229 operações de transbordo em 2025 e respondeu por mais de 48% das exportações brasileiras de petróleo bruto feitas a partir de terminais no país.

Com capacidade licenciada para movimentar até 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, o terminal conta atualmente com três berços de atracação, sendo dois preparados para receber navios do tipo Very Large Crude Carrier (VLCC) e um destinado a embarcações da classe Suezmax. Ainda em 2026, este último também será adaptado para operar navios da classe VLCC, ampliando a capacidade operacional do empreendimento.

Atualmente, o T-Oil atende 11 operadoras do setor de óleo e gás que atuam no Brasil: BW Energy, CNOOC, Equinor, ExxonMobil, Galp, Petrobras, PetroChina, Petronas, Prio, Shell e TotalEnergies.

Além do T-Oil, a Vast é responsável pelo Terminal de Líquidos do Açu (TLA), onde está sendo construído um parque de tancagem para armazenagem e movimentação de derivados de petróleo, produtos químicos e biocombustíveis. A previsão é de que a nova estrutura entre em operação no último trimestre de 2026.

A cooperação entre Vast e Petronas também se estende à área ambiental, com o desenvolvimento do Projeto Aves do Açu, iniciativa voltada à gestão e conservação de aves marinhas em áreas portuárias.

O objetivo é desenvolver e validar uma metodologia que permita conciliar a reprodução de espécies ameaçadas com a operação dos terminais.

Após o apoio da Petronas ao projeto em 2024, a nova fase amplia as pesquisas, integrando estudos sobre parâmetros reprodutivos e demográficos, dinâmica espacial, padrões migratórios, ecologia alimentar e condições sanitárias das aves.

Segundo a companhia, trata-se de uma abordagem inédita no Brasil, que poderá servir de referência para outros terminais portuários.
Fonte: Brasil Energia.

sjb24h