Morre o cartunista Jaguar, fundador de ‘O Pasquim’
Morre o cartunista Jaguar, fundador de ‘O Pasquim’
Artista deixa legado na imprensa e na cultura nacional com traços irreverentes e crítica afiada
O cartunista Jaguar, um dos nomes mais marcantes da imprensa brasileira e criador do icônico jornal alternativo O Pasquim, morreu aos 91 anos, no Rio de Janeiro.
A informação foi confirmada por familiares e amigos próximos. A causa da morte não foi divulgada até o momento.
Reconhecido como um dos maiores nomes do humor gráfico no país, Jaguar foi responsável por consolidar um estilo crítico, irreverente e provocador, que se tornou símbolo de resistência em tempos de censura e repressão política.
Trajetória marcada pelo humor e pela ousadia
Nascido Sérgio Jaguaribe, no Rio de Janeiro, em 1932, o cartunista iniciou sua carreira colaborando para veículos importantes da imprensa nacional.
No final da década de 1960, fundou ao lado de nomes como Millôr Fernandes, Ziraldo, Tarso de Castro e Henfil o semanário O Pasquim, publicação que se tornou um marco da resistência cultural durante a ditadura militar.
Com humor ácido e olhar crítico, Jaguar ajudou a dar voz a uma geração que contestava os limites impostos pela censura. Seu trabalho foi fundamental para abrir espaço para a liberdade de expressão no Brasil.
Referência para novas gerações
Além de sua atuação em O Pasquim, Jaguar deixou sua marca em diversos jornais, revistas e livros. Seu traço inconfundível e sua inteligência afiada serviram de inspiração para cartunistas, jornalistas e artistas das mais diversas áreas.
A irreverência de Jaguar se tornou também uma marca pessoal. Conhecido pelo temperamento forte e pela sinceridade, conquistou respeito e admiração tanto entre colegas quanto no público leitor.
Legado cultural
O nome de Jaguar se mistura com a própria história do humor e da crítica no Brasil. Sua obra não apenas retratou o país em diferentes períodos, mas também provocou reflexões e questionamentos sobre a política, a cultura e a sociedade.
Com sua morte, a imprensa brasileira perde um de seus maiores ícones, mas o legado de resistência, criatividade e ousadia permanece vivo.
SJB24h
