Morte de filhotes de tartarugas traz novo alerta sobre veículos na praia

Morte de filhotes de tartarugas traz novo alerta sobre veículos na praia

O registro recente de filhotes de tartarugas marinhas mortos e feridos na praia de Grussaí, com indícios de atropelamento por veículos, reacende um alerta importante sobre os impactos do tráfego irregular na faixa de areia do litoral de São João da Barra.

As imagens que circularam nas redes sociais mostram marcas de pneus próximas aos animais, evidenciando uma prática proibida e prejudicial ao meio ambiente, especialmente em um dos períodos mais sensíveis do ciclo reprodutivo das tartarugas.

O litoral sanjoanense é monitorado pelo Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas (PMTM) do Porto do Açu, desenvolvido em parceria com a Fundação Projeto Tamar e outras empresas do complexo portuário, com coordenação da Reserva Caruara.

A região é considerada prioritária para desova da espécie Caretta caretta (tartaruga-cabeçuda), ameaçada de extinção. Só na atual temporada reprodutiva, iniciada em setembro, já foram identificados cerca de 1.900 ninhos e mais de 13 mil filhotes nasceram.

De acordo com o PMTM, sempre que há registros de ocorrências com tartarugas, equipes técnicas são acionadas para avaliar a situação, recolher os animais e adotar os procedimentos adequados.

No caso recente, os filhotes que ainda estavam vivos foram resgatados e devolvidos ao mar. No entanto, situações como essa poderiam ser evitadas com o respeito às normas ambientais e à proibição do tráfego de veículos na areia.

A circulação de carros e motos nas praias representa uma ameaça direta aos ninhos e aos filhotes, que realizam suas tradicionais caminhadas em direção ao mar, principalmente durante o verão.

Além do risco de atropelamento, o peso dos veículos compacta a areia, podendo esmagar ninhos inteiros e comprometer o desenvolvimento dos ovos.

O período de desovas vai de setembro a março, justamente quando o fluxo de moradores e turistas aumenta na orla.

Em SJB, o tráfego de veículos na faixa de areia é proibido por se tratar de uma Área de Proteção Ambiental (APA das Dunas e Restingas).

Quem for flagrado desrespeitando pode ser multado com valores que variam entre R$ 500 e R$ 10 mil. Há sinalizações e fiscalização rotineira, mas a população pode ajudar a denunciar.

sjb24h