BR-356 na rota das concessões do Governo Federal para ter melhorias e pedágio
A BR-356, especialmente no trecho entre Campos e São João da Barra, vem registrando, a cada ano, um aumento significativo no fluxo de veículos de grande porte, impulsionado principalmente pelas operações do Porto do Açu.
Esse cenário reforça a importância da estrada no escoamento de cargas e no deslocamento regional, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de investimentos em infraestrutura e segurança viária.
Nesse contexto, o Ministério dos Transportes finaliza os ajustes de um novo modelo de concessão de rodovias federais voltado a trechos com baixo volume histórico de tráfego, mas de relevância estratégica.
A proposta, chamada internamente de concessões “inteligentes”, prevê a combinação de investimentos públicos com a operação privada, buscando viabilizar tarifas de pedágio mais baixas e contratos mais equilibrados.
De acordo com reportagem da CNN, a expectativa é que o primeiro leilão ocorra em 2026. Entre os trechos analisados para a rodada inicial está a BR-356, que liga Minas Gerais ao Porto do Açu, incluindo o segmento entre Campos e São João da Barra, hoje cada vez mais demandado pelo transporte pesado e marcado por acidentes.
O novo modelo é apontado como um aperfeiçoamento das concessões chamadas “light”. No desenho atualizado, estão previstas intervenções viárias pontuais, como duplicações e implantação de terceira faixa, medidas que podem ser decisivas para rodovias com tráfego crescente de caminhões, como a BR-356 no acesso ao Porto do Açu.
Os aportes públicos devem se concentrar na fase inicial dos contratos, diferentemente das parcerias público-privadas tradicionais, que envolvem pagamentos ao longo de toda a concessão.
Ainda segundo a CNN, o modelo prevê a oferta de serviços de ambulância e guincho, com regras específicas. O guincho será gratuito apenas quando o veículo parado provocar bloqueio da pista; nos demais casos, o serviço poderá ser acionado mediante pagamento do usuário.
A duplicação da BR-356 é uma reivindicação antiga de gestores municipais ao Governo Federal, que é quem pode e decide como fazer a obra na rodovia. A decisão pelo modelo concessão deverá ser amplamente debatida, inclusive em audiências públicas.
