Alerj revoga prisão, mas Bacellar continua investigado e sob pressão

Alerj revoga prisão, mas Bacellar continua investigado e sob pressão

Alerj revoga prisão de Rodrigo Bacellar, que volta a responder em liberdade, mas segue afastado do cargo

A Assembleia Legislativa do Rio decidiu, em sessão extraordinária, revogar a prisão preventiva do presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil).

O placar foi de 42 votos favoráveis, 21 contrários e duas abstenções. A decisão permite que o deputado responda à investigação em liberdade, mas não altera seu afastamento nem reduz a pressão política sobre seu grupo.

Bacellar foi preso na quarta-feira durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que apura suposto vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, investigação que levou à prisão do deputado TH Joias, acusado de negociar armas com o Comando Vermelho.

O caso segue sob supervisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A revogação da prisão não altera o afastamento determinado pela Justiça. O deputado Guilherme Delaroli (PL) permanece na presidência interina da Alerj. Caso não haja nova decisão judicial, Bacellar segue impedido de reassumir o comando da Casa.

O resultado da votação expôs desgaste político. Partidos como PSD e bancadas de esquerda haviam se manifestado pela manutenção da prisão.

O governo de Cláudio Castro não atuou de forma organizada para defender o aliado e registrou divisão interna. O placar apertado reforça o isolamento do presidente afastado.

A crise abre espaço para medidas internas. Deputados discutem a possibilidade de levar o caso ao Conselho de Ética, criar comissão para avaliar o afastamento prolongado ou até convocar eleição antecipada para a Mesa Diretora. Movimentos ocorrem tanto entre aliados do governo quanto na oposição.

Bacellar vinha sendo citado como possível nome para a sucessão de Castro em 2026, mas entrou em choque com o governador e também com o prefeito Eduardo Paes. O desgaste político, somado à investigação, torna improvável sua retomada de protagonismo no curto prazo.

 

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