Bacellar pode deixar jogo político e assumir vaga no TCE, apontam bastidores do Palácio Guanabara

Bacellar pode deixar jogo político e assumir vaga no TCE, apontam bastidores do Palácio Guanabara

Bacellar pode deixar jogo político e assumir vaga no TCE, apontam bastidores do Palácio Guanabara

Nos bastidores do Palácio Guanabara, cresce a leitura de que o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), pode ser o próximo nome a integrar o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

A movimentação ocorre em um momento de reconfiguração do cenário político fluminense, especialmente diante da possibilidade de o governador Cláudio Castro (PL) disputar uma vaga ao Senado Federal em 2026.

Bacellar no TCE: uma saída estratégica

Fontes do entorno político do governador afirmam que o nome de Bacellar vem sendo avaliado com atenção para o TCE-RJ, tanto por seu perfil político quanto pela habilidade em articular consensos.
Com boa interlocução entre Executivo e Legislativo, o presidente da Alerj tem desempenhado papel relevante na governabilidade de Cláudio Castro, atuando como ponto de equilíbrio em votações sensíveis.

A ida de Bacellar para o Tribunal de Contas é vista como um movimento de acomodação institucional — um desfecho que manteria o equilíbrio entre os poderes, evitaria rupturas internas e garantiria ao parlamentar um espaço de destaque e estabilidade.

Cláudio Castro e a equação do Senado

Enquanto isso, no Palácio Guanabara, a avaliação sobre o futuro político de Cláudio Castro segue em curso.

O governador é cotado para disputar uma das duas vagas ao Senado que estarão em jogo em 2026, em um cenário que incluiria nomes como Flávio Bolsonaro (PL), Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos).

A possível candidatura de Castro ao Senado, no entanto, desencadearia uma sucessão indireta para o governo estadual — uma transição que o PL pretende conduzir com controle e sem rupturas.

“Se Bacellar for para o TCE e Castro disputar o Senado, o governo vai buscar um nome técnico, de dentro do próprio grupo, para garantir continuidade e estabilidade administrativa”, disse uma fonte do Palácio, sob reserva.

Nicola Miccione: o nome de confiança do governo

Nesse cenário, um nome ganha força: o do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, homem de confiança de Cláudio Castro e um dos principais articuladores da atual gestão.

Miccione tem trânsito político com deputados estaduais e prefeitos, e é considerado um gestor discreto, mas influente.

A presença de Miccione nas discussões internas reforça a hipótese de que, em caso de eleição indireta, o Palácio Guanabara apostaria em um perfil técnico com perfil político moderado, capaz de manter a base unida e dar sequência à agenda administrativa.

União Brasil e PL: reacomodação de forças

A eventual saída de Bacellar para o TCE também teria efeitos diretos sobre o União Brasil, partido que hoje divide protagonismo com o PL de Castro no Rio.

Internamente, lideranças do União avaliam que a ida de Bacellar para o tribunal deixaria um vácuo de liderança na Alerj e exigiria uma nova configuração da base governista, que hoje se apoia fortemente na relação entre os dois políticos.

Para o PL, por outro lado, o movimento é visto como uma forma de blindar o governo em um ano pré-eleitoral, garantindo o apoio da Assembleia e preservando o grupo político de Castro em um momento de transição.

Um tabuleiro em movimento

O cenário ainda é de especulações, mas as conversas nos corredores do Guanabara e da Alerj indicam que o xadrês político fluminense começou a ser jogado.

Entre as peças mais atentas estão prefeitos aliados, parlamentares e secretários, todos observando como cada movimento pode alterar o equilíbrio de poder no Estado.

Se confirmada, a ida de Bacellar ao TCE e uma eventual candidatura de Cláudio Castro ao Senado marcariam o início de uma nova fase política no Rio, com efeitos diretos nas eleições de 2026 com outras composições.

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