Megaoperação no Rio registra até o momento 64 mortos e 75 fuzis apreendidos

Megaoperação no Rio registra até o momento 64 mortos e 75 fuzis apreendidos

Megaoperação no Rio registra até o momento 64 mortos e 75 fuzis apreendidos

Uma grande operação integrada das forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro nas comunidades do Complexo do Alemão e da Complexo da Penha, na Zona Norte da capital, resultou até o momento, em 64 mortos, 81 presos, e a apreensão de 75 fuzis, além de pistolas, granadas e vasta quantidade de drogas.

A ação, denominada “Operação Contenção”, foi iniciada na madrugada da terça-feira (28) e já é descrita como a maior ofensiva das últimas décadas contra o Comando Vermelho.

O governo estadual reforçou que o objetivo é frear a expansão da facção criminal que controla grandes áreas da cidade e atua em tráfico de armas e entorpecentes.

Segundo o relatório preliminar, participaram da operação cerca de 2,5 mil policiais civis, militares e especialistas, com apoio aéreo, blindados e uso de drone em comunidades.
As vias expressas da cidade foram parcialmente bloqueadas, e vias comunitárias sofreram interferências para contenção das ações criminosas.

Resultados da megaoperação até o momento

  • Mortos: 64 (incluindo 4 policiais, sendo 2 da Polícia Civil e 2 do BOPE) — segundo o governo estadual.
  • 9 Policiais feridos.
  • Presos: 81 pessoas até o momento da divulgação.
  • Armas apreendidas: pelo menos 75 fuzis, além de pistolas e granadas.
  • Outras armas e drogas: carga ainda em contagem.

O governador do Estado afirmou que se trata de um confronto direto com o que chamou de “narcoterrorismo” — expressão usada para enfatizar que as ações criminosas vão além da violência urbana convencional.

Especialistas em segurança pública observam que operações desse porte trazem impacto simbólico e real no combate às facções, mas também provocam reflexos para a rotina social, como interrupções no transporte, fechamento de escolas e forte mobilidade policial.

Moradores das regiões atingidas relataram momentos de tensão, barricadas, tiros, bloqueios e presença de blindados. A ação suscita questionamentos sobre a segurança pública, o uso da força e o papel das tropas estaduais, além da interlocução com comunidades que historicamente vivem sob controle ou influência de grupos criminosos.

As autoridades comunicaram que o trabalho continua, com novos mandados de prisão, buscas e investigações complementares.

O número oficial de apreensões e vítimas pode ainda ser revisado.
Na esfera política, o episódio deverá repercutir no debate sobre políticas de segurança, orçamento para policiamento e articulação com o governo federal.

 

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